segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Quero ser como o paulama

    E aí pessoal? Faz um tempo que tô querendo começar um blog. Decidi, então, fazer isso hoje. Desde criança, sempre fui muito observador e, às vezes, confesso que "viajo um pouco". Mas acredito que, da mesma forma que os "random thoughts" (pensamentos aleatórios) de pessoas próximas a mim falam profundamente ao meu coração e, frequentemente, me ajudam a mudar meu jeito de andar e ver a vida, sei que os meus servirão de inspiração pra muitos. Eu mesmo, depois de parar, refletir e colocar algo no papel, transformo meu jeito de ser.
    Mas enfim, esses últimos dias, tenho pensado muito nos jovens brasileiros. A Palavra de Deus diz que nós somos fortes, que nós vencemos o maligno. Uma vez a Larissa, minha líder, disse que se imaginássemos a igreja como um corpo de verdade, o jovem seria aquele membro que dá força (o braço, ou a perna, quem sabe).
    O mundo hoje quer nos levar por vários caminhos errados, e, infelizmente, muitos jovens não têm percebido que isso aqui é uma mera passagem e que 60, 70 ou até mesmo 80 anos de vida não são nada quando comparados com a eternidade. No meio desses meus pensamentos, me deparei, ou melhor, relembrei uma história muito interessante.
    Há cerca de oito anos atrás, li os 07 livros das Crônicas de Nárnia, antes mesmo que a Disney pensasse em fazer uma versão cinematográfica do primeiro livro. Desde criança, busco muito estar perto de Deus, e Ele falou muito comigo através dessas histórias. Para os que não sabem o autor dessa série é cristão e a temática do evangelho está espalhada nas 07 histórias, de uma forma muito bonita. Pretendo comentar mais acerca disso em outros posts.
    Mas, há umas duas semanas, às vésperas da estreia do 3º filme da série: A viagem do Peregrino da Alvorada (quem não assistiu, assista, porque vale muito a pena!), li de novo, depois de quase uma década os livros e um deles me chamou muita a atenção. A Cadeira de Prata é o livro publicado logo após A Viagem do Peregrino da Alvorada (Se Deus quiser, vai ter o filme!).
    No meio de uma história de muitas lutas vencidas, muitos medos superados e muitas vidas mudadas, uma criatura em especial se destaca. Seu nome é Brejeiro e ele é um PAULAMA, uma raça diferente de humanoides, existente apenas no universo de Nárnia. Em um determinado momento na história, a Rainha Verde (que simboliza o mal), tenta convencer os personagens centrais da história (Eustáquio, Jill, Príncipe Rilian e inclusive o Brejeiro) de que não existe Aslam (que simboliza Deus, nosso Grande Leão), que tudo não passa de um fruto da nossa imaginação, de um sonho. A Feiticeira/Rainha apanhou um punhado de pó verde e lançou no fogo. Um aroma encheu o lugar, tornando difícil o raciocínio. Ela começa, então, a entoar uma canção, lançando um feitiço sobre os meninos, fazendo com que estes, apesar de tentarem resistir duramente no início, passem a acreditar que realmente tudo que eles sempre acreditaram nunca existiu. É então que o paulama entra em ação. 
    Com muita ousadia, correu em direção ao fogo e com seus pés apagou as brasas, quebrando o feitiço, pois, como ele mesmo chega a afirmar, não há nada como um impacto doloroso para desfazer certas espécies de magia. Ele então diz com todo autoridade: "Vamos supor que nós sonhamos, ou inventamos, aquilo tudo...até Aslam. Vamos supor que sonhamos: ora, nesse caso, as coisas inventadas parecem um bocado mais importantes do que as coisas reais. Vamos supor então que ...este seu reino seja o único mundo existente. Pois, para mim, o seu mundo não basta. E vale muito pouco... Estou do lado de Aslam, mesmo que não haja Aslam. Quero viver como um narniano, mesmo que Nárnia não exista." E então a Feiticeira é destruída.
    Muitas vezes, nós jovens nos achamos numa situação de pecado tão envolvente (tal qual o feitiço da Rainha Verde) que nos esquecemos do que Deus fez, de quem Ele é e do porque devemos crer nele, mesmo que as circunstâncias (ou a voz do inimigo) digam o contrário. É muito fácil ser como uma criança mimada, que na hora de ter que ser "boazinha" (geralmente, na frente dos outros), ela sabe. Mas na hora que a alma dela grita, desejando fortemente algo, ela o faz sem medir as consequências e sem atentar ao que aprendeu sobre o certo e o errado.
    Precisamos nos dias de hoje ser jovens-paulamas, ter ousadia pra no meio do envolver denso da tentação, correr com autoridade e pisar no fogo, apagando as brasas do pecado, declarando que Ele é Senhor sobre nossas vidas e que sabemos que devemos obedecê-lo, mesmo que isso não esteja tão claro no meio do "convite"  tão irresistível ao pecado.
    "Se teu olho te faz pecar, arranca-o". Isso quer dizer, que tem hora que a gente precisa ser violento pra lutar contra o pecado. Eu fico feliz pois tenho visto uma juventude se levantado e dizendo sim à santidade, ao compromisso, ao ter um coração rasgado, entrelaçado com o do Senhor, dizendo sim aos valores eternos! Eu quero fazer parte dessa revolução! Eu decidi ser um jovem-paulama!

"Alegre-se, jovem, na sua mocidade! Seja feliz o seu coração nos dias da sua juventude! Siga por onde seu coração mandar, até onde a sua vista alcançar; mas saiba que por todas essas coisas Deus o trará a julgamento." Eclesiastes 11.9

Random Thoughts by S. Kramer

5 comentários:

  1. adorei o texto, quero mto ler logo " A cadeira de prata", o Senhor fala tremendamente com a gnt!Oro p q a cada dia o Senhor revolucione a minha mente... juventude consciente!

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  2. Muito legal!!! God bless you, son!!

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  3. VC TEM UM DOM, DIVULGAR A PALAVRA DE DEUS AOS JOVENS E FAZ DE MANEIRA TÃO PROFUNDA E LÍMPIDA QUE É IMPOSSÍVEL NÃO CONSEGUIR RESPOSTA.EU TE AMO, ELE TAMBÉM.

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  4. amei seu blog vou ler muito mais so que ñ tenho blog pra seguir mais vou indicar tem face ou tumblr se tiver posta aki nos comentários vlw

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